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A história da Emilly

Updated: Feb 26, 2019


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Fui diagnosticada com Epilepsia Mioclônica Juvenil (EMJ) aos 19 anos após uma crise convulsiva, mas, desde muito nova, talvez lá pelos meus 11 anos de idade, apresentava espasmos involuntários, que, quando meus pais me levavam ao médico, ouviam que fazia aquilo para chamar atenção, que era psicológico, e assim, convivi com esses espasmos sem entender, sem saber explicar e claro que, sentia muita vergonha e comecei a me esconder. As pessoas riam, perguntavam e eu inventava qualquer coisa para me livrar de uma explicação que eu não sabia dar. Aos 19 anos eu convulsionei e foi ai que me deram o diagnóstico de EMJ, mas tudo muito superficial, sem aprofundar muito. Procurei inúmeros médicos em busca de uma resposta, de um diagnóstico preciso, de uma cura... Não aceitava a minha condição, chorava muito a cada crise mioclônica ou cada vez que me machucava com cada queda ou queimadura, ser dependente de remédios era uma tortura para mim.

Me faltava aceitar. Procurei a terapia que mudou tudo na minha vida. Hoje, a minha missão, assim como a sua, é conscientizar as pessoas. A epilepsia é uma doença muito comum mas que pouca gente sabe como agir e todos tem que entender que é completamente possível ter uma vida normal. Aqui estou eu para provar isso!

Através de tatuagens, fiz do meu corpo um registro de cada superação, e ao menor sinal de queda, olho por tudo o que já passei e me ergo novamente porque sei, que nós que temos epilepsia precisamos nos ajudar e conscientizar o mundo inteiro.


Obrigada Rafaela, por ajudar tanta gente!






I was diagnosed with Juvenile Myoclonic Epilepsy (JME) at age 19 after a seizure, but when I was younger, perhaps by the time I was 11 years old, I had involuntary spasms, which, when my parents took me to the doctor, doctors said It was psychological, and so I lived with these spasms without understanding, unable to explain and of course I was very ashamed and began to hide. People laughed, asked, and I would just say something to get rid of an explanation, I really didnt know what to say. At the age of 19 I convulsed and I was diagnosed with epilepsy, JME, but it my perception was very superficial. I looked for countless doctors in search of an answer, a precise diagnosis, a cure ... I just didnt accept my condition, I cried a lot. Every time I and an myoclonic crisis or when I got hurt falling or burning myself, it was terrible. Being on medication was a torture. I needed to accept. As soon as possibl. Then I looked for therapist, and therapy changed everything. Today, my mission, just like you Rafaela, is to spread awareness. Epilepsy is a very common disease but few people know first aid and everyone must understand that it is quite possible to have a normal life. Im here to prove that. Now a days throughout tattoos, I have made a record of my overcoming of my body. Every single slightest sign of falling, I look at everything I have already gone through and I rise again. I know that we can help each other and spread awareness all over the world.


Thank you Rafaela, for helping so many people!


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