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YOGA MEDITACAO & EPILEPSIA


No último ano o yoga e a meditação ganharam espaço nas redes sociais e na vida das pessoas. Muitos se renderam a prática do yoga, outros ainda estão curiosos e buscam entender um pouco melhor.


Eu pratico Ashtanga Yoga há 3 anos. Iniciei querendo aquietar um pouco a mente e melhorar a respiração. Na época, minhas crises de epilepsia

ainda me rondavam, mesmo com intervalos de dias maiores. Com essa nova atividade na minha vida, comecei a perceber mais o ato de respirar e como isso poderia fazer diferença diante das minhas crises, principalmente nas chamadas parciais, quando tenho os sintomas, passo mal, mas não chegou a convulsionar, a te


r a crise generalizada.

A cabeça aqui não parava um segundo, e aos poucos fui entendendo o que realmente significa a prática do Yoga e como ela impactava na minha vida e na minha doença. O Yoga é o olhar para dentro, esquecer do colega que está no tapetinho ao lado e focar apenas na minha respiração e no movimento do meu corpo, em como eu estou me sentindo. O que eu mais admiro na prática é a dedicação, cada um no seu Mat com a sua postura, não há ju


lgamento, não há olhadinhas ao lado para copiar a postura do colega. Pois cada um tem o seu limite, o seu corpo, as suas histórias e cada um precisa focar na sua respiração para que


a prática possa fluir. É sentir o conforto no desconforto, é superar limites, é suar muito, é renovar.

No atual momento estou praticando em casa, eu e meu Mat. Tenho aulas virtuais com minha professora 1x/semana, porém a disciplina precisa ser respeitada. Sinto muita falta do Shala, pois lá consigo me concentrar com mais facilidade, mas essa dificuldade faz parte do processo da própria prática. Mesmo


em momentos difíceis, sejam eles quais forem, ou na preguiça, sim por mais de uma vez eu tive preguiça de praticar, vale dedicar um tempo para cuidar de si, para ter esse aquietamento e permitir se desligar do mundo lá fora. E isso já é um caminho para a meditação, o que eu estou aprendendo e praticando aos poucos. Não é nada fácil, mas vale a pena. Pois quando você consegue por poucos minutos acalmar a mente, controlar a respiração e olhar para dentro, já é uma vitória.


Mas, afinal o que isso tem a ver com a epilepsia? TUDO! Independente do tipo de epilepsia que você tenha, a respiração é essencial para manter-se mais tranquila e enfrentar essa luta que temos diariamente. O Yoga exige que nosso corpo e mente estejam conectados. E a epilepsia é o oposto disso, ficamos sem controle do nosso corpo quando convulsionamos. Por isso, a importância da respiração para que as crises sejam melhores controladas e quando ocorrerem, possamos, ao acordar, respirarmos e nos acalmarmos com mais facilidade.

Há quase 3 anos não tenho crises generalizadas, coincidência ou não, eu não sei, mas minhas crises parciais também diminuíram e quando elas tentam surgir logo eu respiro, me aquieto e elas desaparecem. O Yoga e a Meditação não substituem o medicamento, são um auxílio a mais para o controle e a cura da epilepsia. E não somente isso, são poderosas ferramentas de autoconhecimento e de saúde física, mental e espiritual.

Com Amor,

Alice Martins


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